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domingo, 18 de outubro de 2015
Evangélicos, pentecostais e carismáticos na mídia radiofônica e televisiva
Leonildo Silveira Campos
RESUMO
Neste texto apresentamos em primeiro lugar um retrospecto histórico de como os evangélicos se despertaram para o uso dos modernos meios de comunicação social. Nele pretendemos mostrar que a inserção dos evangélicos na mí- dia radiofônica e televisiva se inscreve numa longa história de expansão e de mudanças no campo religioso norte-americano. Mostra também que essa análise precisa passar pela história da imprensa, do rádio, da televisão e, já desde o início dos anos 90, pelo rápido despertar dos evangélicos pela rede mundial de computação. A segunda parte deste artigo mostra como se deram os investimentos dos evangélicos no rádio, privilegiando-se sempre os EUA como o país exportador dessa “queda” dos evangélicos pelo rádio e TV. Em terceiro e último lugar apresentamos uma síntese histórico-descritiva de como se deu a ocupação de partes da mídia televisiva brasileira pelas igrejas neopentecostais, particularmente a Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus e Apostólica Renascer em Cristo. Não inserimos nessa última parte, por falta de espaço e também por causa das dificuldades de se unir e comparar em um mesmo artigo, a forma dos evangélicos usarem a mídia e o notável despertar que está acontecendo na Igreja Católica Apostólica Romana quanto ao uso da televisão. O que resultou até agora no campo católico foi o surgimento de emissoras de televisão distintas, como a Rede Vida de Televisão, de perfil mais conservador, e a TV Canção Nova, a serviço da renovação carismática católica.
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quinta-feira, 5 de março de 2015
Evangélicos e Mídia no Brasil – Uma História de Acertos e Desacertos
Leonildo Silveira Campos (UMESP)
Este artigo contém duas partes. Na primeira, há um conjunto de reflexões sobre as relações entre evangélicos e mídia no Brasil. Nela, se faz um passeio por um processo de mudanças ocorridas desde a fase da oralidade e da imprensa até o período contemporâneo, que é o da comunicação mediada eletronicamente. Na segunda parte há reflexões e exemplos de como o uso da televisão, assim como a compra de redes televisivas, provocaram alterações na maneira de os pentecostais se comunicarem com a sociedade brasileira. A escolha desses novos meios de comunicação trouxe para o campo religioso significativas mudanças, assim como na prática do culto local, em que a congregação é estimulada a reagir como um auditório de televisão, onde se dão as gravações dos programas que posteriormente vão para o ar; a pressão da arrecadação financeira sobre o culto religioso; a maneira de o pastor se comunicar com as congregações local e virtual; o surgimento de celebridades, cantores e pregadores; e, finalmente, o risco de escândalos quanto ao uso de enormes quantias arrecadadas.
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